segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Música me move. Tudo que faço tem música como trilha. E não tem como imaginar a vida sem a melodia e as letras que me encantam a tanto tempo.
Clube Da Esquina Nº 2
Porque se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem se lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, asso, asso
Asso, asso, asso, asso, asso, asso
Porque se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases lacrimogênios
Ficam calmos, calmos
Calmos, calmos, calmos
E lá se vai mais um dia
E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração na curva
De um rio, rio, rio, rio, rio
E lá se vai...
E lá se vai...
E o rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio-fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente, gente
Gente, gente, gente, gente, gente

Compositores: Milton Nascimento / Lo Borges / Marcia Borges

A poesia salva!  


DEDUÇÃO

Não acabarão com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.

( Maiakovski  / 1922 – em Maiakovski – Antologia Poética )

sábado, 26 de setembro de 2020

 Bonita


Onde só havia escuridão e dor
Você iluminou
Do seu jeito, simples e doce
Permitindo-me sorrir

Sinto seu coração macio
Como um travesseiro para a minha cabeça
Transmitindo uma paz
Confortando-me com seus carinhos

Queria poder retribuir
Dar a você o melhor de mim
Te dar a minha poesia
E toda minha atenção...

André Luiz Costa de Carvalho - 16/06/2012

 O poeta sabe ler o tempo

Sabe ouvir a chuva
Sabe cantar a doçura!
Tem alma de menino
Os sonhos mais bonitos
O coração mais puro
E o mundo como escola!
Ah!E se o tempo voltasse?
Agora é tarde?
Não...
Agora é longe...
Agora é lembrar,
E sorrir, e sonhar...

Daniele Teles - 2012

 Poesia minha e sua


No meio dessa solidão toda
Você me faz um bem
Antes uma fagulha de luz
Do que a escuridão total

Ela diz você não tem medo?
De perder para a paixão?
Por que teria? Já me apaixonei, já quebrei a cara...
Já fui destruído..
E ainda estou aqui

Ela tem medo
Do encanto, da distância
Da falta de certezas
Somos reféns da própria vida!
Ela fica na esquina, simplesmente esperando por nós!

Sem previsões, ou expectativas
Deixemos rolar
Sensibilidade, delicadeza
É o que gosta em mim

Compreensão... é tudo que queríamos
parece pouco, mas é muito para se pedir
Mas você me conforta
Pois não se importa em ficar tão perto

Um pedido justo de um homem simples de coração
Mundo grande, pedido difícil
Doloroso, mas nossa força é grande
Coisa que temos em comum... Sobreviventes

Ela tem medo da amargura
Da dor que isso acarreta
Incrivelmente eu entendo...

Um sonho simples: uma vida leve e alegre
Simples e meu
Como uma poesia
Uma música gostosa de ouvir

Eu digo: eu espero demais
Ela diz: espere muito mesmo! Espere tudo!
Pra quê esperar menos?
Senão o quê sobra?

Ela me dá algo: um presente
Faz meus olhos lacrimejarem
Algo sublime, sensível, delicado...
Doce como um beijo bom...

Como se dançasse na chuva
E sentisse cada gota batendo em meu corpo
Um carinho muito bem realizado
Pela própria mãe-natureza!!!

André Luiz Costa de Carvalho e Daniele Teles de Oliveira - 23/03/2012